O sono

quinta-feira, 20 de julho de 2017




Moça bonita
Do soninho gostoso
Da pele macia
E um olhar manhoso.

Que dorme serena
Buscando um espaço
Por entre meu corpo
Ganhando afagos.

Moça bonita
Que gostoso que é
Durante os soninhos
Beijinhos, carinhos e cafuné
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Apaga a Luz!

sexta-feira, 12 de maio de 2017



Fica, mas não permaneça no escuro. 
É um escolha, não opção.
Há luz em todos os cantos.
Para vê-las só é preciso querer.

Apaga a luz se for embora.
Não serei a última a sair.
No decorrer dessas horas
Nenhuma porta irá abrir.

O último viverá a escuridão.
A solidão de noites mal dormidas
A tortura dos quartos escuros
Na longas horas das madrugadas ardidas.

Apaga a luz!
Saí! 



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O dia depois do 12

segunda-feira, 5 de outubro de 2015





Não deveria ter ligado no dia seguinte. Não só liguei como fui lá.

Lembro como se fosse hoje daquela noite de sábado quando eu não deveria ter mandado uma mensagem, mas mandei.

"Não quero te atrapalhar, apenas dizer boa noite", foi a única frase que eu falei.

Em troca, mais que imediatamente, recebo "você não está atrapalhando, estou apenas estudando. Boa noite".

E foi nessa noite que tive vontade de voltar correndo para casa. Larguei tudo e meio tonta daquelas quatro garrafas de vinho, passei três horas ao telefone com uma pessoa completamente desconhecida.

Liguei no dia seguinte... e nos 179 dias seguintes também.

Não esperávamos por isso.

As vezes me pergunto se não forcei a barra em algum momento. Talvez. Mas que bom que você deixou eu ultrapassar seu castelo de pedras.

Hoje, já não tenho vontade de voltar para casa, pelo contrário, já penso na nossa.

Não deveria ter ligado no dia seguinte... mas no meio de tantos "não" que bom que eu fiz tudo o inverso.

Espera um minuto, vou te ligar pra dizer uma coisa:

"obrigada".




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Como uma canção

quinta-feira, 23 de abril de 2015




Como a melodia de uma canção, a gente se afina. Eu vou com dó e ela me traz um fá. Eu digo sim, e ela me deixa para lá.

Buscamos um tom para cantar e, mesmo sem rima, não desistimos de tentar. Eu levanto a voz, ela pede para eu baixar. Eu tento sair, ela pede para eu ficar. Eu entro e ela não quer mais. Eu já não sei do que ela é capaz.

E assim, meio sem dom, o nosso som vai nascendo. Meio sem forma, meio sem cor, talvez com uma pitada de dor, carinho e, claro, amor.

Eu quero sim. Ela também. E como já diria alguma canção: que mal isso tem?


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Antes

quarta-feira, 8 de abril de 2015





Antes que esfrie, deixe eu entrar por essa porta, dizer que te quero, que não tenho mais tempo, que não volto depois.

Antes que o fogo apague, deixe eu me aquecer, me iluminar e me encontrar em você.

Antes que seja tarde e que tudo volte a fazer sentindo, vem brincar comigo, fingir que sou seu e que você é minha.

Antes que a empolgação dos inícios de grandes amores se vá, que tudo volte a ser frio, vazio, que meus olhos não se cruzem mais aos seus e que eu não sinta mais o arrepio da tua pele, deixe eu entrar, revirar e viver você.

Antes que eu me canse...me deixe que eu te ame. Sozinho.

 Antes...


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Por que não, João?

quarta-feira, 1 de abril de 2015



Por que não fazer do meu jeito enquanto você não sabe o que fazer com o seu?

Que tal se você se desligasse, se deixasse, se desapegasse e me ligasse?

Pode ser hoje. Eu queria que fosse. Mas pode ser amanhã, depois das três, em frente aquele portão..E por que não?

Posso esperar uma hora, duas horas, três dias, quatro semanas ou o tempo que você achar necessário para perceber que sou eu. E ela não.

Não costumo ser paciente, mas dependendo do presente, minhas loucuras somem e meu coração assume o comando...

Entre copos, corpos, dedos e bocas. João, por um mundo com mais "SIMs" e menos "NÃOs". Por que não?
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5 por cento (5%)

quarta-feira, 4 de março de 2015




5 por cento de bateria.

É o tempo que me liga a você.

É o mesmo espaço de tempo que aumenta nossa distância. Daqui a alguns minutos não te terei mais na palma da minha mão.

Pra falar a verdade eu não tinha que te falar nada. Nada sobre aquela segunda-feira que eu chorei por perder o que não era meu.

Mas então você chegou, cruzou aquela porta já no avançar das horas e me fez feliz. Tenho pouco tempo para te falar o que eu não deveria falar.

Mesmo que eu não te veja nunca mais pelos próximos cinco anos, eu preciso que saiba que suas loucuras cruzaram com as minhas e juntas alcançaram o ápice.

Não conheço você e não tenho tempo pra isso.

Meu 5 por cento agora é 1.

Um beijo. Um abraço. Uma dose de Whisky. Uma cama. E tchau!
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Órbita

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015






Gostei sem ao menos conhecer, sem ao menos ver ou ouvir a voz.

Talvez essas tardes solitárias em vermelho me tragam uma necessidade de querer-te por perto, num momento certo, num planeta deserto.

Teu universo paralelo, onde as chuvas são constantes, as distâncias são gigantes e eu sem nenhum pudor, medo ou pavor enfrento com ardor.

Vou embora sem saber o quanto és bela e presa em seus mistérios, em suas demoras e em suas horas sigo para onde não estarás.

Seu planeta. Volto ao meu habitat.
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Um tedioso ciclo

terça-feira, 4 de novembro de 2014





Engraçado, a vida é um ciclo vicioso. Um desgante ciclo vicioso. Pelo menos a minha é, e espero que a de vocês também seja para eu não ficar tão depressiva. Não, não estou jogando praga, mas não me deixem sozinha nessa, por favor.

Uma hora a gente quer encontrar um amor. Encontramos, vivemos o tal amor, escrevemos sobre ele, fazemos juras. Daí, como quem não quer nada, ele passa. E você escreve o que viveu [ ou nem viveu ] e tudo continua até acontecer novamente. 

É um ciclo. Tudo para que nossa vida não se torne um tédio. Um café preto sem açúcar. Amargo. Eu prometo a mim mesma que o amor - seja ele em qualquer que seja a forma, circunstância ou consistência - não vai me picar. Bobagem, como sou ingênua. Caio de novo em amores nascidos e criados em apenas um lugar: minha cabeça.


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VAMPIROS - Martha Medeiros

segunda-feira, 3 de novembro de 2014




Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo. 

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne. 

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor. 

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

Martha Medeiros
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O verbo "perder" na 1ª pessoa do pretérito

domingo, 2 de novembro de 2014



Eu perdi. E não foi num jogo qualquer. Foi no jogo do coração. O bendito coração que vem brincando comigo sem se importar com as consequências. 

Perdi e essa não foi a primeira vez. Aliás, essa última já foi tão insignificante que doeu menos. Nem chorei. Isso talvez seja algo bom. Talvez represente uma certa maturidade. 

Mas para ser sincera, é muito difícil ser uma mulher madura. Acho que o mais difícil do que "ser" é "aparentar", mas isso tenho dominado bem. Dou até conselhos. 

Nós não estamos preparados para perder. Alguém nos ensinou a jogar para ganhar, eu já não tenho certeza quanto a essas vitórias e tenho feito o "melhor do que sou capaz só pra viver em paz". 

Às vezes dá uma dorzinha no peito e uma sensação de fracasso, mas como fracassar por algo que nunca foi seu?

Não tenho explicação para muitas coisas, mas eu defendo  a ideia de que " se não posso ser o motivo da sua felicidade, não serei o motivo da tristeza".

Afundo minhas amarguras "num copo de bebida, num cigarro ou numa droga qualquer" (ouvir sertanejo está valendo)

Já que eu não tenho você!


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Papel de conselheira

sábado, 1 de novembro de 2014




Oie amigos leitores que saudade que estou de vocês. Saudade de escrever e compartilhar nossos "causos". E o que me contam?

Eu queria voltar escrevendo sobre o tema mais atraente deste blog: o Amor. E o amor em suas diferentes formas. 

Não sei, mas também nunca parei para pensar o motivo das pessoas chegarem comigo e falarem sobre seus conflitos e casos amorosos. Talvez seja porque no meu perfil eu me auto-intitule "conselheira amorosa", acho que as pessoas acabam levando isso a sério.

Mas bem, o fato é: sou ótima para ouvir e dar conselhos. Se eles dão certo, daí já são outros quinhentos. 

Se prestarmos atenção, no fundo, no fundo, em se tratando de relacionamento, tudo é a mesma coisa. E daí não importa se você é um casal menina x menino, ou menina x menina, ou menino x menino. Sempre haverá neuras, crises, dramas, romances.

Tenho acompanhado duas histórias. E em uma delas, acreditem se quiser estive no meio dela, e hoje, para minha felicade, vejo que pulei uma fogueira (quero escrever um post só sobre isso. #Superação), Mas vamos lá... as pessoas são complicadas. Quando tem, não querem. Quando não tem, querem. E quando parece tudo bem, não tá nada bem. 

Eu me sinto meio perdida. às vezes, no meio de tudo e até fico pensando "nossa, por que a criatura não se dá a oportundiade de viver um lance legal com uma nova pessoa?". Medo, comodismo, carência. Tudo junto, ferrando a cabeça. Para ser sincera, hoje eu apenas sorrio. Decidi parar de me meter ou dar importância a algo que nunca vai mudar. O motivo? Alimenta o ego, te faz se sentir uma pessoa melhor, poderosa e quem sabe até dominadora. Coisas que não consigo entender.

Sou boa ouvinte, é fato, mas às vezes machuca. Hoje nem tanto, já "me sinto mais forte, mais feliz quem sabe", como diz a canção, mas é que é tão evidente, essa carência, essa necessidade é tão clara, que a única coisa que consigo pensar é: "o pior cego é aquele que não quer ver". E enquanto isso, enquanto estamos cegos num relacionamento, deixamos de ver as maravilhas da vida. Mas, sempre há uma luz no fim do túnel. Eu acredito. 



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Esta poltrona

segunda-feira, 14 de julho de 2014




Desta poltrona onde estou sentada já escrevi um dos meus mais belos textos. Ele nunca foi divulgado na íntegra por mim. Em partes por ela. A vida é um ciclo... um vicioso ciclo que chega a me assustar. Eu estava aqui naquele dia quatro que eu desejei nunca ter vivido. E também estava aqui na manhã daquele dia cinco onde o fim começou a se anunciar. Eu não queria ter vivido os últimos nove meses.

Era tudo tão óbvio e eu, atordoada com meus problemas, perdida em minha carência e minha necessidade excessiva de conquistar, não vi. Não enxerguei que ali havia apenas um grande vazio. Que as dúvidas não eram de incertezas, nem covardia e nem medo como eu imaginei tempo depois. Nada disso! Nada preenchia o vazio daqueles momentos. A vida é um vicioso ciclo que parece não ter fim. 

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A foto

quinta-feira, 10 de julho de 2014


Sou capaz de passar horas e horas olhando a mesma foto. Vendo aquele sorriso e tentando decifrá-lo. Caço detalhes, brinco de identificar cores, jeitos e até de adivinhar pensamentos. 

Vejo que o azul do céu combina com o verde da árvore. E que as folhas que caem no chão  mostram a leveza que aquele fim de tarde representa. Posso estar enganada...

Braços apoiados, algumas rugas no rosto por conta do sorriso forçado. Analiso cada particularidade e elas são diferentes todas as vezes que eu pego a foto sobre a minha mesa. 

Repito o gesto a cada hora. E mais sorrisos me veem à mente. Aquele olhar distante de quem, no fundo no fundo, não sabe o que está fazendo. Eu também não sei o que estou fazendo. Me perco revendo fotos por horas e horas. 
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Algo nele me atrai...

sexta-feira, 14 de março de 2014




Algo nele me atrai, mas não sei o que. Talvez o sorriso, a pele macia ou a cabeça confusa. 
Me enlouque. Sua voz grave, sua delicadeza e até sua leve arrogância. 
A forma como me trata, usa, controla e deixa de lado.
Tudo me toca, me comove, me emudece. 
Perco o sentido, a razão e a compaixão.
Me despe, me toma, se joga, eu me entrego e me implora. 
Me confunde, ignora, deseja e devora....
Enlouqueço agarrada em sua cintura, entrelaçada em suas pernas, inebriada pelo seu cheiro.
Enganada em suas doces e dolorosas palavras cravadas em meu peito como estacas sufocando meus gemidos pela sua boca....
Ardente, quente e viciosa...
Algo nele me atrai...
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Pedaços de Mim

domingo, 9 de março de 2014






Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros
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Eu também...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014



Eu também estou perdida. Sinto vontade de chorar nesse momento. E ao fundo, enquanto escrevo, toca essa maldita música que diz que eu sei que vou te amar por toda minha vida. Não consigo evitar as lágrimas que escorrem em meu rosto, borrando a maquiagem que fiz. Estou sozinha em casa esperando duas amigas virem me buscar para ir ao samba. Samba? Eu só queria deitar minha cabeça no travesseiro e esquecer um monte de coisa. Eu só queria recomeçar, sabe? Não apagar tudo que fiz, mas esquecer e reiniciar igual como fazemos em um jogo. 

Eu também não estou bem e assim como você estou correndo atrás de quem não me quer. Dói. Eu ouvi coisas horríveis no último fim de semana e mesmo assim parece que não aprendi. Eu não sei, mas a sensação que eu tenho é que perdi meu orgulho faz tempo. E sabe o que é pior? Eu ouvi: você deve gostar de você em primeiro lugar. Sim, tenho tentado fazer isso. Tento buscar em meus pensamentos todas aquelas palavras que perfuraram meu peito como navalhas. Não consigo encontrar a ordem, mas em momentos diferentes consigo lembrar de trechos, momentos, cada palavra que saia daquela boca sem se preocupar se ia me machucar ou não. Quer dizer, esperava me machucar. Esperava me fazer sofrer e tudo isso para que? 

Eu também tento chorar, mas já faz cinco dias e ainda não consegui. Sinto meu coração do tamanho de um grão de feijão e tenho que guardar esse sofrimento para mim, pois nenhum dos meus amigos aguenta mais ouvir essa história. Não mereci ouvir o que ouvi ou mereci sim para eu deixar de ser babaca. E quer saber? Você tem razão, eu não posso brincar com as pessoas, porque eu vou sempre me machucar. Eu queria nunca mais te ver e há grande chances que isso de fato acontece. Por que? Porque eu estar presente na sua vida ou não, não faz diferença. Você não se importa e nunca se importou comigo, com meus sentimentos, nem quando tudo era só amizade. Você me faz sofrer com sua indelicadeza, ignorância e grosseria e tudo isso para que? Para me manter longe. Eu não preciso de tudo isso. 

Eu também estou confusa e estou falando com duas pessoas diferentes ao mesmo tempo. Perceberam? Lembra o que eu disse a você na cama naquele domingo? Te respeito e vou me respeitar. Vou sair da tua vida mesmo querendo ficar e sabendo que sim, eu poderia te fazer feliz. Quanto a você, não me queira pela metade. Eu não consigo ser sua por inteira, não nesse momento. Eu não quero mentir para mim e nem te fazer sofrer. Finalmente consegui chorar, vou levantar e refazer a maquiagem, refazer a vida e esquecer vocês, como eu falei naquele domingo. 

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Antes do ônibus partir

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014





Um link, um texto, uma dedicatória. Recebi uma mensagem hoje em que dizia: "achei esse texto sua cara". Cliquei no link e entre reuniões, entrevistas, textos e discussões no trabalho,  consegui parar para ler. Ele se chama "Para uma avenca partindo", mas se fosse meu se chamaria "Antes do ônibus partir". Eu também tinha um monte de coisas para dizer antes de partir. Umas eu falei e outras... acabei partindo sem falar.

Esse é um dos textos mais perfeitos que já li e sim poderia ter sido escrito por mim, ou dedicado a mim. Aliás, Soraya Labaki, você não estava enganada, você acertou em cheio. É a minha cara. E deixa eu te falar, você não sabe, mas há alguns dias, ouvi algo que me lembrou esse texto do Caio F Abreu. E quem me disse falou antes do ônibus partir. Não bem um ônibus. Metáforas, sim, é chatíssimo falar por metáforas. Acho que o em "Para uma avenca partindo" só faltou dizer que "você não passa segurança", como eu ouvi, mas que pode ser substituído perfeitamente pelo "porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir".

[...] "Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?" [...]
Para uma avenca partindo 

Texto completo: http://pensador.uol.com.br/frase/NzU3NzE2/


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Um tom de cinza

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014







Tenho a roupa molhada da chuva do caminho que percorri do carro até a sala.  Enquanto esperava o elevador, cochilei em pé. Fui acordada por uma voz forte e desconhecida. Foram 10 segundos...pareceram 30 dias. 

Sentei entre o computador e uma janela. Pelos dois, consigo ver o reflexo do dia nublado la fora. Tudo está cinza, assim como meus pensamentos. Tem algumas gotas de chuvas na janela, talvez menos intensas que as lágrimas que derramei na noite passada. 

Minha cabeça gira a uma velocidade que minha lógica não consegue acompanhar. Desliguei a razão e a ilusão assumiu o comando dos meus dias. 

Amigos mais próximos dizem que estou fazendo isso muito errado. Me chamam de burra... com razão, eu assumo. Por falar nisso, tem alguém querendo conversar comigo. Não conheço, mas diz que quer me ajudar. Isso me assusta. Não preciso de ajuda.

Acho que a chuva parou... mas tudo ainda está escuro. Há um espaço enorme entre mim, a janela e la fora. Distâncias nunca são relativas. Há três dias, eu esperava acompanhar o pôr-do-sol, mas não tinha luz, não tinha brilho, não teve tempo. Não teve tempo e nem convite. 
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O que não esperar

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014





Em alguns momentos da nossa vida temos que aceitar fatos...
Temos que aceitar que ninguém vai mudar por nós, por mais que a gente queira e espere isso. 
Ou a gente aceita a criatura trabalhada no estábulo ou partimos para outra.
Não adianta martelar.
Não adianta esperar rosas, cesta de café da manhã, ursinho ou post surpresa porque não vamos ter.
Podemos esperar outras coisas e aprender a mudar o foco do que se espera.
Podemos contar para tudo porque sabemos que vai topar qualquer coisa....viajar, falar besteira, mas não podemos esperar um sms romântico no celular. 
Não podemos esperar surpresinhas, carros de som, outdoor... por mais que achemos isso brega, mas no fundo no fundo, quem não se rende a uma boa surpresa.
O que esperar? No máximo um eu te amo bem mal dito (ou nem isso)...
Na verdade temos que parar de achar que nossa via é igual uma temporada de Malhação. Ou aceitamos o que temos ou voltamos para relacionamentos normais, frios e insossos.

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