A noite do Boto Vermelho

domingo, 26 de junho de 2011


Foto da Segunda noite do 46º Festival Folclórico de Parintins, na apresentação da Lenda Amazônica do Boi Garantido: o Boto Vermelho.

Foto: Ione Moreno

Nos primeiros momentos da colonização era considerado “filho do boto” todos que nascessem do cruzamento entre índios e colonizadores. Entre os índios de Borarí, que habitam a região de Alter do Chão, no Pará, a Lenda do Boto representa o resultado mítico da Miscigenação entre índios e brancos. A trama central da lenda, traz um boto que sai do seu encantamento, se transforma em homem para seduzir as donzelas caboclas nas festas das comunidades ribeirinhas.

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Relicário

segunda-feira, 13 de junho de 2011


Cássia Eller
Composição : Nando Reis


É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o "A" de que cor?


O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou

O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso desse amor

Corre a lua, porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por essa noite

Porque está amanhecendo?
Peço o contrário, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for


Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente, dura o futuro amor
Eu sou a chuva prá você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor

O que você está dizendo?
Um relicário imenso desse amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Porque que está fazendo assim?

Está fazendo assim!
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Vai carro....


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